O que é NOZ.ART?

Repensando nossas atividades nos últimos dois anos, chegamos a uma definição melhor do nosso trabalho que está na aba ABOUT do site e aqui:

“Mega-corporações diluindo e até destruindo culturas urbanas independentes. Artistas associando seus nomes a produtos e campanhas publicitárias por míseros trocados ou de graça, iludidos pela suposta “visibilidade”. Ações de marketing disfarçadas de exposições e ambientações cenográficas disfarçadas de obras de arte. O NOZ.ART surge como uma reação a esse contexto vazio e hipócrita buscando vias para propagar expressões criativas verdadeiras, muito além do elitista mercado da arte. Em linhas gerais, o estúdio impulsiona carreiras de artistas mediando conexões com grandes empresas e instituições, desenvolvendo exposições, conteúdo, produtos e ações. Ou seja, para os clientes/patrocinadores, traz visibilidade pela associação com a arte mais vibrante de nosso tempo, e “crédito” entre a comunidade criativa (essencialmente formadora de opinião). NOZ.ART é dirigido pela publicitária Ana Ferraz e pelo curador Lucas Ribeiro “Pexão”, sempre trabalhando em colaboração com uma rede internacional de artistas, designers, curadores, galerias de arte, sites e revistas.”

Passport Art Edition x Samelo

VooDoo posters

Noz da NOZ.ART adoramos cartazes, principalmente com bom design e arte. Infelizmente em Porto Alegre o que se cola nas ruas geralmente é um tanto tosco, com letras gigantes em fontes horríveis. Então faz tempo planejamos uma série de cartazes de eventos feitos por artistas e, agora, graças ao Rafael Rubin e seus comparsas da festa VooDoo o projeto saiu do papel. Bom, na verdade foi pro papel, via serigrafia, e depois colado nas ruas. Aqui alguns cartazes do projeto com artistas da nossa gangue, como Trampo, Fabio Zimbres, Lidia Brancher e Diogenes DSM. Maiores desdobramentos dessa parceria COMING SOON.




E os videos:

Trampo:

Fabio Zimbres:

Lidia Brancher:

NOZ.ART e Mateus Grimm ganham Prêmio Açorianos

Eventualmente noz fazemos trabalhos de design gráfico, geralmente para projetos especiais que envolvem os artistas com quem trabalhamos. O último deles, em parceria com o amigo e colaborador artista Mateus Grimm, acaba de receber o Prêmio Açorianos de Música na categoria Projeto Gráfico. Trata-se da capa do CD “BAH” da banda instrumental Quartchêto que é produzida pela Liga Cultural, também nossa grande parceira e quem encomendou o trabalho. O desafio foi quebrar o preconceito que um disco chamado “BAH” de uma banda chamada Quartchêto pudesse gerar, pois o som deles, apesar da influência do som tradicional gaúcho, vai muito além, com referências que vão do jazz à música do leste europeu. Inspirados pelas fantásticas composições do CD, senso de humor peculiar da banda e pela arte que jorra das mãos do Mateus, chegamos na famosa vaca. Uma vaquinha que tem o lombo habitado por uma comunidade de passarinhos e suas casas (tipo de coisa improvável e genial que o Mateus inventa). O close da cara de uma vaca intrigada e o título “BAH”, na capa, provocou o non sense ideal para confundir e instigar. Em outras partes do CD o corpo da vaca se revela, assim como o cenário e o seu dono, um gaúcho tocando uma balalaica (instrumento russo também usado pelo Quartchêto). Todos elementos principais do CD, essas pequenas esculturas com materiais alternativos, foram criados por Mateus Grimm e depois fotografados pelo mestre Maurício Capellari que, com seus enquadramentos e iluminação, colaboraram enormemente para o resultado final do projeto. Noz tivemos idéias, optamos por esse processo tangível/tátil, chamamos as pessoas certas, editamos e configuramos o material gráfico. Enfim, parabéns pra todos envolvidos, principalmente o Quartchêto, que também faturou os prêmios Disco Instrumental e o cobiçado Disco do Ano. Ou seja, essa é a prova de que nossa arte tem o melhor recheio musical possível!

Sobre o Prêmio Açorianos (Wikipedia):
“O Prêmio Açorianos é o mais importante prêmio artístico da cidade de Porto Alegre. Foi instituído pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 1977, inicialmente apenas para os melhores de cada ano em teatro e dança. A partir de 1990, começaram a ser premiados os melhores do ano em música e, a partir de 1994, os melhores do ano em literatura. A partir de 2006, começou a ser entregue também o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. O nome escolhido para o prêmio é uma homenagem aos açorianos, os fundadores e primeiros habitantes da cidade de Porto Alegre.”

Mais sobre o Quartchêto e a super ultra Liga Cultural:
www.myspace.com/quartcheto
www.liga.art.br

Trampo e Mateus Grimm na festa The Green Project (Floripa)

Finalmente aqui estão as fotos da pintura ao vivo de Mateus Grimm e Luis Flavio Trampo na festa The Green Project que bombou nesse verão em Florianópolis, pra ser mais exato na mega balada Confraria das Artes. Para esse projeto do Passport Scotch, além de fazer a curadoria, o NOZ.ART, em conjunto com Mateus Grimm (que também é arquiteto), criou três painéis de acrílico verde transparente cercados por lâmpadas fluorescentes também verdes. Durante a festa, que contou com a presença do DJ gringo Chris Lake, Trampo e Mateus desenharam (freestyle!) sobre os painéis com canetas posca e markers pretos e brancos. Por serem transparentes, toda ação pôde ser conferida de ambos os lados dos painéis. A iluminação e suporte verdes remeteram ao Passport Scotch e criaram um ambiente insólito para os desenhos dos artistas, que foram 100% autorais.

Para conhecer mais sobre o The Green Project e ver fotos exclusivas do live painting feitas com uma câmera Lomo Colorsplash visite o site do Green Project.

E mais fotos no nosso set do Flickr

Exposição AMOR&ÓDIO

AMOR&ÓDIO
uma exposição de Lídia Brancher e Diogenes DSM

No clima do Valentine’s Day,  Boteco do Beco e NOZ.ART apresentam a exposição AMOR&ÓDIO, como obras selecionadas do casal de artistas Lídia Brancher e Diogenes DSM. Esses desenhos, pinturas e gravuras foram criados para projetos diversos, com temáticas e estilos que diferenciam claramente o que é de quem. Ainda assim, cada obra é fortemente influenciada pela convivência, companheirismo, paixão e, é claro, turbulências do relacionamento.


Vernissage e coquetel dia 18/02, às 19h.
Visitação: de 19/02 à 27.03.
De segunda à sabado, das 17h à meia noite.
No Boteco do Beco (Rua Dona Laura, 78. Porto Alegre)

Exposição LOW-PHOTO

Redley apresenta a exposição coletiva Low-Photo, que integra o festival Mecaland e mostra uma seleção de fotografias feitas com câmeras descartáveis por quatro jovens fotógrafos gaúchos ligados a universos como design gráfico, skate, arte contemporânea, graffiti e música independente.


Em sintonia com o festival Mecaland e sua relação com o público, buscando o caráter amador de diversas atividades,  a exposição LOW-PHOTO convida fotógrafos não-profissionais, mas que fazem fotos autorais e artisticamente relevantes, para fotografar usando câmeras descartáveis. A experiência busca apresentar imagens capturadas de maneira casual, com a estética particular proporcionada por essas caixinhas de plástico recheadas de filme, onde a única regulagem é a opção de ligar ou não o flash.

A fotografia lo-tech (low technology/baixa tecnologia) é uma tendência mundial que resgata a estética e a surpresa de fotografar com filme, o prazer da foto amadora e o conceito mais básico da fotografia: capturar um instante. Na base desse movimento estão fotógrafos que utilizam câmeras de plástico da marca russa Lomo, cultuam os contrastes de filmes com prazo de validade vencido. câmeras descartáveis e as mais variadas experimentações.

Com curadoria do NOZ.ART, escritório criativo de Lucas Pexão e Ana Ferraz, a mostra apresenta fotografias de Lu Malmaceda, Giovanni Mad, Vinicius Cunha e Jamaica Santarém. Os nomes selecionados, todos jovens gaúchos, têm em comum a criatividade e a relação amadora com a fotografia. São amadores porque não fotografam para obter retorno financeiro, e sim pelo prazer de registrar suas visões e compartilhá-las com outras pessoas, principalmente pela internet.

Participantes:

Lu Malmaceda tem 21 anos e estuda no Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre. Seus interesses também estão no cinema, lomografia e literatura. A relação de Lu com a fotografia aparece em vários projetos pessoais do curso de artes visuais, incluindo fotografia digital, analógica, p&b e principalmente com câmeras Lomo.
+ flickr.com/lu_malmaceda

Giovanni Mad tem 31 anos é ex skatista profissional, “ofício” que acabou largando em função de uma contusão. Graças ao skate, se envolveu com arte, trabalhando em uma galeria e fazendo fanzines, stencils e serigrafia. Sua relação com fotografia também vem do skate, pela visão particular da cidade, mas ficou conhecido por seus registros do caos das festas alternativas de Porto Alegre.
+  flickr.com/naopara

Vinícius Cunha, ou Prego como é chamado, tem 24 anos e é de Novo Hamburgo. Trabalha em Porto Alegre, como diretor de arte na agência de publicidade W3HAUS.  “A fotografia é uma parceira insistente que me obriga a sair de casa.”, define. Além da fotografia, cinema e música são seus outros interesses.
+ flickr.com/noshermanos

Jamaica Santarém tem 24 anos e é uma artista urbana, apaixonada pela vida, por pintar e incentivar a arte. Suas pinturas, geralmente imagens femininas, figuram nos muros de Porto Alegre e de outras cidades. O envolvimento com fotografia veio da escola Câmera Viajante, onde fez um curso de fotografia analógica em 2005, e onde atualmente trabalha como produtora cultural.
+   flickr.com/jamaikah

A exposição ainda conta com um letreiro reciclado, criado pelo grafiteiro Eduardo Guspe. Ele escreveu “Low Photo” sem tinta, reconfigurando e colando as câmeras descartáveis utilizadas pelos fotógrafos, ou seja, transformando suas partes em letras. Guspe é um dos fundadores do coletivo de artistas Urbanóide e está sempre pesquisando e experimentando as possibilidades da caligrafia nos muros da cidade.

Serviço:
Dias 23 e 24 de Janeiro, na plataforma de Atlantida – litoral RS
Horário: sábado das 10h às 22h e domingo das 10h às 21h
Entrada franca
Apoio Redley
+ mecaland.com.br