Exposição LOW-PHOTO

Redley apresenta a exposição coletiva Low-Photo, que integra o festival Mecaland e mostra uma seleção de fotografias feitas com câmeras descartáveis por quatro jovens fotógrafos gaúchos ligados a universos como design gráfico, skate, arte contemporânea, graffiti e música independente.


Em sintonia com o festival Mecaland e sua relação com o público, buscando o caráter amador de diversas atividades,  a exposição LOW-PHOTO convida fotógrafos não-profissionais, mas que fazem fotos autorais e artisticamente relevantes, para fotografar usando câmeras descartáveis. A experiência busca apresentar imagens capturadas de maneira casual, com a estética particular proporcionada por essas caixinhas de plástico recheadas de filme, onde a única regulagem é a opção de ligar ou não o flash.

A fotografia lo-tech (low technology/baixa tecnologia) é uma tendência mundial que resgata a estética e a surpresa de fotografar com filme, o prazer da foto amadora e o conceito mais básico da fotografia: capturar um instante. Na base desse movimento estão fotógrafos que utilizam câmeras de plástico da marca russa Lomo, cultuam os contrastes de filmes com prazo de validade vencido. câmeras descartáveis e as mais variadas experimentações.

Com curadoria do NOZ.ART, escritório criativo de Lucas Pexão e Ana Ferraz, a mostra apresenta fotografias de Lu Malmaceda, Giovanni Mad, Vinicius Cunha e Jamaica Santarém. Os nomes selecionados, todos jovens gaúchos, têm em comum a criatividade e a relação amadora com a fotografia. São amadores porque não fotografam para obter retorno financeiro, e sim pelo prazer de registrar suas visões e compartilhá-las com outras pessoas, principalmente pela internet.

Participantes:

Lu Malmaceda tem 21 anos e estuda no Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre. Seus interesses também estão no cinema, lomografia e literatura. A relação de Lu com a fotografia aparece em vários projetos pessoais do curso de artes visuais, incluindo fotografia digital, analógica, p&b e principalmente com câmeras Lomo.
+ flickr.com/lu_malmaceda

Giovanni Mad tem 31 anos é ex skatista profissional, “ofício” que acabou largando em função de uma contusão. Graças ao skate, se envolveu com arte, trabalhando em uma galeria e fazendo fanzines, stencils e serigrafia. Sua relação com fotografia também vem do skate, pela visão particular da cidade, mas ficou conhecido por seus registros do caos das festas alternativas de Porto Alegre.
+  flickr.com/naopara

Vinícius Cunha, ou Prego como é chamado, tem 24 anos e é de Novo Hamburgo. Trabalha em Porto Alegre, como diretor de arte na agência de publicidade W3HAUS.  “A fotografia é uma parceira insistente que me obriga a sair de casa.”, define. Além da fotografia, cinema e música são seus outros interesses.
+ flickr.com/noshermanos

Jamaica Santarém tem 24 anos e é uma artista urbana, apaixonada pela vida, por pintar e incentivar a arte. Suas pinturas, geralmente imagens femininas, figuram nos muros de Porto Alegre e de outras cidades. O envolvimento com fotografia veio da escola Câmera Viajante, onde fez um curso de fotografia analógica em 2005, e onde atualmente trabalha como produtora cultural.
+   flickr.com/jamaikah

A exposição ainda conta com um letreiro reciclado, criado pelo grafiteiro Eduardo Guspe. Ele escreveu “Low Photo” sem tinta, reconfigurando e colando as câmeras descartáveis utilizadas pelos fotógrafos, ou seja, transformando suas partes em letras. Guspe é um dos fundadores do coletivo de artistas Urbanóide e está sempre pesquisando e experimentando as possibilidades da caligrafia nos muros da cidade.

Serviço:
Dias 23 e 24 de Janeiro, na plataforma de Atlantida – litoral RS
Horário: sábado das 10h às 22h e domingo das 10h às 21h
Entrada franca
Apoio Redley
+ mecaland.com.br

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